Na madrugada de 13 de maio de 2014, o Paraná perdeu Benedito Cláudio de Oliveira, conhecido como Pinga Fogo, aos 62 anos, vítima das consequências de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) que sofreu dois meses antes. Sua partida deixou um vazio no cenário da comunicação, mas o legado do jornalista e radialista continua vivo na memória de quem acompanhou sua trajetória.
Pinga Fogo iniciou sua carreira no rádio nos anos 70, em Jandaia do Sul, e rapidamente se tornou uma das vozes mais respeitadas da região. Seu estilo direto, crítico e comprometido com a verdade conquistou o público e transformou sua presença em referência não só em Maringá, mas em todo o Paraná.
Nos anos 90, ele ampliou seu alcance ao migrar para a televisão com o programa “Pinga Fogo na TV”, exibido pela TV Maringá, afiliada da TV Bandeirantes, e pela rádio Nova Ingá. Seu jeito incisivo de abordar notícias, especialmente de caráter policial, consolidou sua fama e tornou seu trabalho popular entre diferentes gerações.
Além do rádio e da TV, Pinga Fogo teve uma curta passagem pela política, eleito deputado federal pelo PRN em 1990. A experiência, no entanto, foi breve: desiludido renunciou ao cargo, reafirmando sua dedicação à comunicação e à ética jornalística.
Doze anos após sua morte, colegas e comunicadores paranaenses lembram com saudade do radialista que transformou rádio e TV em instrumentos de cidadania, informação e entretenimento. Pinga Fogo permanece uma referência de seriedade, compromisso e paixão pela notícia, inspirando novas gerações de profissionais da comunicação.

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