Um casal de Jardim Alegre perdeu R$ 2.400,00 nesta terça-feira, 28 de janeiro, ao acreditar que estava negociando a compra de uma moto, que foi intermediada por um golpista através do WhatsApp.
Segundo consta em registro, o casal entrou em contato com o golpista após ver um anúncio de uma Honda Biz, no valor acima.
Após a negociação, o golpista alegou à vítima que não poderia lhe mostrar o veículo e teria dito para ver a motocicleta na casa de um rapaz que estaria lhe entregando como pagamento de dívida.
O Casal compareceu na rua Tapuia e lá constatou que estava à venda uma moto Honda Biz mas que esta estaria sendo anunciada pelo valor de R$ 6.000,00, e que um homem se identificou como advogado, mandando foto de sua carteira da OAB interessado na compra e que um casal iria ir ver a motocicleta nesta terça-feira, 28 de janeiro.
Ambos relatam que acreditaram que terceiro de nome estaria intermediando a venda e compra a moto por telefone com eles, e que ambas as partes não conversaram entre si sobre valor e motivo de venda da motocicleta, somente que o Pix seria destinado a uma conta bancária indicada pelo golpista e que após isto este o bloqueou e parou de falar com ambas as partes.
Dado os fatos, a equipe orientou as partes e lavrou o boletim de ocorrência e ambos tentariam acordo a respeito da perda.
Como funciona o golpe do intermediador
O estelionatário pega na internet um anúncio verdadeiro de venda de um determinado veículo, depois o recria em uma rede social, porém, com um valor bem inferior para ser atrativo e coloca o seu telefone para contato.
Quando a vítima entra em contato, o golpista diz que está vendendo o carro ou moto para um conhecido e afirma que todas as negociações serão tratadas com ele.
Já para o verdadeiro dono do veículo, o estelionatário relata que está ajudando seu amigo a encontrar o carro ou moto e afirma que a parte do pagamento é de sua responsabilidade.
A vítima vai até a casa do verdadeiro vendedor ver o veículo que quer comprar, mas como o estelionatário se passa por intermediador da venda para as duas partes, ambos não desconfiam que estão sendo enganados.
A vítima conhece o veículo, paga para o estelionatário e este não repassa o valor para o verdadeiro dono do bem. O dono, como não recebe o dinheiro, não entrega o automóvel. Apenas quando conversam sem a presença do golpista é que as vítimas reconhecem que foram enganados pelo falso intermediador.
Há alguns casos também em que o dono do bem não sabe da presença do intermediador, apenas o comprador é enganado.
