Quase três décadas depois do acidente aéreo que interrompeu a trajetória meteórica dos Mamonas Assassinas, os familiares dos músicos anunciaram um acordo para exumar os corpos e transformar parte das cinzas em adubo para o plantio de cinco árvores no BioParque Cemitério de Guarulhos.
O anúncio foi feito neste sábado (21), por meio das redes sociais oficiais do grupo e do próprio cemitério.
Batizado de Jardim BioParque Memorial Mamonas, o espaço seguirá o conceito do BioParque, que une homenagem póstuma, memória afetiva, sustentabilidade e preservação ambiental. A proposta prevê que as cinzas da cremação sejam incorporadas às sementes de espécies nativas, que serão acompanhadas por uma equipe de especialistas.
Segundo o cemitério, a iniciativa integra uma ação mais ampla de ressignificação da memória e das homenagens póstumas. “Mais do que um memorial, o espaço se propõe a ser um patrimônio afetivo, onde o tempo não apaga as lembranças, apenas as transforma”, informou a administração em nota.
Tragédia na Serra da Cantareira
Em março de 1996, após uma apresentação em Brasília, os integrantes embarcaram em um jatinho com destino a Guarulhos. Durante a aproximação para pouso, a aeronave colidiu com a Serra da Cantareira, matando todos os ocupantes.
A morte precoce dos cinco músicos chocou o país e consolidou os Mamonas Assassinas como um dos maiores fenômenos da música brasileira dos anos 1990. Agora, quase 30 anos depois, a memória do grupo ganha um novo capítulo — enraizado na própria terra onde nasceram.
