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Justiça condena mulher a 66 anos de prisão por morte de crianças envenenadas com ovo de Páscoa no Maranhão

Crime aconteceu em Imperatriz (MA) em 2025; vítima também sobreviveu após internação em UTI. Motivo teria sido ciúmes e vingança, segundo investigação

Justiça condena mulher a 66 anos de prisão por morte de crianças envenenadas com ovo de Páscoa no Maranhão
Material apreendido com Jordélia Pereira Barbosa, 35 anos, suspeita de envenenar família com ovo de Páscoa no Maranhão. — Foto: Divulgação/Polícia Civil do Maranhão
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A Justiça condenou, na madrugada desta terça-feira (23), Jordélia Pereira Barbosa a 66 anos de prisão, em regime fechado, pelo envenenamento que resultou na morte de duas crianças em Imperatriz.

As vítimas foram Luiz Fernando Rocha Silva, de 7 anos, e Evillyn Fernanda Rocha Silva, de 13, que morreram após consumirem um ovo de Páscoa enviado à residência da família. A mãe das crianças, Mírian Lira, chegou a ser internada em estado grave na UTI, mas sobreviveu.

O crime ocorreu em abril de 2025 e ganhou grande repercussão nacional.

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Conforme apurado pelo portal Juliano Barbosa com informações do g1 Maranhão, a acusada enviou o ovo contaminado à casa da família por meio de um mototaxista. O produto continha substância tóxica conhecida como “chumbinho”, utilizada ilegalmente como pesticida.

Segundo o Ministério Público do Maranhão, o crime foi motivado por ciúmes e vingança, já que a acusada era ex-namorada do então companheiro de Mírian.

Durante a investigação, foi apontado que a mulher viajou de Santa Inês a Imperatriz, se hospedou em hotel com nome falso e utilizou disfarces para evitar identificação. O ovo de chocolate teria sido entregue acompanhado de um bilhete com mensagem de “Feliz Páscoa”.

O juiz determinou o cumprimento imediato da pena, manteve a prisão preventiva e negou o direito de recorrer em liberdade. Também foi fixada indenização mínima por danos morais às vítimas sobreviventes e familiares.

A decisão reconheceu duplo homicídio qualificado contra as crianças e tentativa de homicídio contra a mãe, com agravantes como uso de veneno, motivo torpe e dissimulação.

O caso segue como um dos crimes mais chocantes registrados no Maranhão nos últimos anos.

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