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Orelhões entram em contagem regressiva em 2026 e começam a desaparecer das ruas; ainda há aparelhos no Paraná

Anatel inicia retirada de cerca de 30 mil estruturas pelo país. No estado, mais de 800 orelhões ainda existem, e parte segue ativa.

Orelhões entram em contagem regressiva em 2026 e começam a desaparecer das ruas; ainda há aparelhos no Paraná
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2026 marca oficialmente o início da despedida dos orelhões no Brasil. Símbolos de uma época em que fichas e cartões telefônicos garantiam a comunicação fora de casa, os aparelhos públicos começam a ser retirados das ruas das grandes cidades. A operação é coordenada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e prevê o recolhimento de cerca de 30 mil carcaças espalhadas pelo país.

Conforme apurado pelo Portal Juliano Barbosa, a mudança ocorre com o fim das concessões do serviço de telefonia fixa. As empresas responsáveis deixaram de ser obrigadas a manter os orelhões em funcionamento e, em contrapartida, devem direcionar investimentos para redes de banda larga e telefonia móvel. Alguns aparelhos ainda poderão permanecer até 2028, mas apenas em localidades onde não há qualquer outra alternativa de comunicação.

No Paraná, os orelhões ainda resistem, principalmente fora dos grandes centros urbanos. De acordo com dados da Anatel, o estado possui atualmente 801 orelhões instalados, dos quais 218 seguem ativos. A maior concentração está em regiões do interior, como o Norte do estado, o Vale do Ivaí, os Campos Gerais e municípios do Centro-Sul, onde a cobertura de telefonia móvel pode ser limitada.

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Para quem viveu o auge desses telefones públicos, o desaparecimento desperta nostalgia. Durante décadas, os orelhões fizeram parte da rotina de moradores de cidades grandes e pequenas, servindo não apenas para ligações rápidas, mas também como ponto de encontro e troca de informações entre vizinhos.

Com o avanço da tecnologia, o uso se tornou cada vez mais raro. Não há mais produção de cartões telefônicos e os pontos de venda praticamente desapareceram. A Anatel determina que, quando não houver cartão disponível, os orelhões permitam ligações locais e nacionais gratuitas para telefones fixos, mas muitos aparelhos já estão inoperantes.

A retirada gradual transforma os orelhões em peças da memória urbana. Em várias cidades do Paraná, ainda é possível encontrá-los em esquinas, praças — alguns funcionando, outros apenas como estrutura abandonada. Na sua localidade, ainda existem orelhões? Eles funcionam ou já fazem parte apenas da paisagem e da lembrança de outra época?

Juliano Barbosa

Publicado por:

Juliano Barbosa

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