Na manhã desta segunda-feira (9), a Polícia Civil prendeu um piloto da companhia aérea Latam dentro de um avião no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Ele é investigado por integrar uma rede de exploração sexual infantil que atuaria há pelo menos oito anos.
Segundo a 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), o piloto, de 60 anos, foi abordado na cabine da aeronave que faria o voo para o aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. Ele foi levado à sede do DHPP. A defesa dele não foi localizada até o momento.
Conforme apurado pelo Portal Juliano Barbosa com informações di g1, as investigações apontam que menores de idade eram levados a motéis com documentos falsos. Uma mulher de 55 anos também foi presa, acusada de aliciar suas próprias netas, de 10, 12 e 14 anos, em favor do piloto, recebendo pagamento pelo crime. A operação, batizada de “Apertem os Cintos”, cumpre ainda oito mandados de busca e apreensão em São Paulo e na cidade de Guararema, na Região Metropolitana, onde o piloto residiria.
Em nota, a Latam Airlines Brasil informou que abriu apuração interna e está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações. A empresa ressaltou que repudia qualquer ação criminosa e segue os mais elevados padrões de segurança e conduta. O voo previsto para o piloto detido operou normalmente, dentro do horário programado.
A polícia informou que as provas até o momento indicam a existência de uma estrutura organizada, com divisão de funções e atuação coordenada entre os envolvidos. Os investigados podem responder por crimes como estupro de vulnerável, favorecimento da prostituição e exploração sexual de crianças e adolescentes.
A concessionária que administra o aeroporto, Aena, e a Secretaria de Segurança Pública (SSP) foram contatadas, mas não se pronunciaram até a publicação desta matéria.
