Enquanto em cidades maiores como Maringá discute-se a obrigação de moradores retirarem suas encomendas na portaria dos condomínios, por aqui a realidade é bem diferente. Em cidades como Jardim Alegre, Ivaiporã e outras da região, o costume ainda é o bom e velho entregador indo até a porta — isso quando consegue encontrar o endereço sem erro.
O projeto de lei em Maringá, de autoria do vereador Flávio Mantovani, quer impedir que entregadores sejam obrigados a subir em apartamentos ou circular dentro de condomínios. A justificativa é evitar atrasos e dar mais segurança aos entregadores.
Por aqui, a rotina das entregas envolve ruas sem identificação, número de casa que não aparece ou até locais de difícil acesso. Muitos entregadores relatam que o problema maior não é subir escadas, e sim encontrar o endereço correto ou lidar com a falta de sinal de internet nas áreas rurais.
A discussão em Maringá levanta um ponto importante: até que ponto o entregador deve ser responsável por garantir a entrega até a porta? E como fica a situação em locais sem infraestrutura adequada?
Essa proposta ainda está em discussão na cidade maringaense, mas já gera debates sobre o papel dos entregadores e a necessidade de regras mais claras para todos os tipos de moradia – não só condomínios de alto padrão.
