Na tarde deste domingo, 18 de maio, um homem foi baleado durante uma abordagem policial em frente ao Santuário de Santa Rita de Cássia, em Lunardelli, Paraná. O incidente ocorreu em meio à movimentação intensa da Semana de Santa Rita de Cássia, período de grande celebração religiosa na cidade.
Segundo as primeiras informações,, o suspeito teria sacado um canivete durante a abordagem. Diante da ameaça, os policiais reagiram e efetuaram um disparo, atingindo o homem na perna. Ele foi rapidamente socorrido por equipes de resgate e encaminhado ao Hospital de Lunardelli, onde recebeu atendimento médico. Apesar do ferimento, seu estado de saúde foi considerado estável, e ele não corre risco de morte.
O local da ocorrência, está movimentado durante a Semana de Santa Rita, o que causou grande comoção entre os fiéis presentes. A situação gerou tensão na comunidade, que acompanha o caso de perto.
Mais tarde a Polícia Militar divulgou o Boletim da ocorrência. Leia na íntegra:
"A equipe policial realizando ponto base em frente à Paróquia Santa Rita de Cássia, tendo em vista de se tratar de um dia festivo religioso que contava com a presença de incontáveis fiéis. Durante a permanência da guarnição em frente ao local, foi feito contato com a equipe motos que ali haviam chegado para patrulhar e, em dado momento, se aproximou das viaturas policiais um homem visivelmente embriagado conversando com um terceiro masculino, e proferia dizeres como 'cidadezinha pequena dessa aqui, caminhoneta e duas motos dessas, vou vim roubar'.
Em ato contínuo, as equipes decidiram sair para patrulhar a área, pois já se aproximava o horário de saída dos fiéis do santuário; ao embarcar na viatura, a equipe de Lunardelli visualizou uma criança de aproximadamente três anos abandonada em meio à rua, sem a supervisão de um adulto. Então, foi perguntado ao autor se a menina seria sua filha, sendo confirmado por ele de maneira ríspida que sim. O PM orientou a pegá-la e ir para a calçada, pois estava perigoso a permanência naquele local devido ao fluxo de veículos e pessoas. Após isso, o homem novamente respondeu de maneira desrespeitosa dizendo em tom ríspido:
“É minha filha sim e não vou pegar não, fi, quem é você? Você não manda em mim”,
Em sequência foi pedido mais uma vez e negado por ele. Diante da situação, foi dada voz de abordagem, sendo que o homem começou a oferecer resistência passiva e logo em seguida tomou postura de luta. Então, foi dada voz de prisão a ele pelo crime de desobediência. Neste momento, o autor começou a proferir:
“Eu não vou dar nada não, eu não saí de Ibiporã para ser preso aqui, vocês não vão me prender”;
Então a guarnição tentou realizar a prisão, momento em que o homem começou a resistir ativa e passivamente, com apertos, cabeçadas, tentativas de chutes e socos, dificultando excessivamente a ação policial em detê-lo. A todo instante, era verbalizado para que o autor colaborasse com a equipe, que desse os braços para ser algemado e que não dificultasse o procedimento, não sendo acatado de maneira alguma por ele. Após muito esforço, a equipe conseguiu algemá-lo no braço direito e ainda continuava a verbalizar para que colaborasse, mas sem sucesso; ainda vale ressaltar que quando a equipe se encontrava no solo com o homem, ele tentava acessar as armas dos referidos policiais e a população, que inflamava a todo instante, se aproximava muito perto dos policiais e, quando estes se erguiam, eles se afastavam.
Depois, quando a equipe e o autor estavam em pé, ainda na tentativa exausta de prendê-lo, ele se esquivou e saiu da tentativa de domínio policial, tomando distância e assumindo postura de luta, ajustando em sua mão direita a parte da algema solta, fazendo com que esta se tornasse um soco inglês (arma branca) improvisado, e chamou os policiais para o “braço” dizendo que era lutador. O PM sacou a arma e continuava a verbalizar para que se entregasse e o autor avançava em direção ao policial, que por procedimento tomava distância segura, e mesmo após a verbalização, continuou investindo contra a equipe policial.
Saliento que, durante a tentativa de contenção, foi utilizado pela equipe técnicas de contato e de todos os meios não letais disponíveis, como bastão retrátil e espargidor de pimenta. Diante do risco iminente de ter sua arma arrebatada, o policial efetuou um disparo em região das pernas, área menos letal, visando conter a injusta agressão." Finalizou.
