Uma família de Mogi Guaçu, no interior de São Paulo, enfrentou uma sequência de perdas em poucas horas. Maria Elisabete, de 56 anos, e a filha, Cibele Marchis, de 28, morreram vítimas de câncer com aproximadamente dez horas de diferença.
Cibele morreu por volta das 16h de quinta-feira (24), enquanto a mãe estava internada e sedada em outro hospital da cidade. Durante a madrugada de sexta-feira (25), às 1h58, familiares receberam a notícia de que Maria Elisabete também havia morrido.
As duas enfrentavam tipos diferentes de câncer. Cibele lutava contra um tipo raro da doença desde 2023, enquanto Maria recebeu posteriormente o diagnóstico de um câncer agressivo no pâncreas.
Conforme apurado pelo Portal Juliano Barbosa, com informações do g1 Campinas e Região, mãe e filha não chegaram a saber da morte uma da outra. Segundo familiares, as duas chegaram a comentar em diferentes momentos sobre o desejo de não precisar presenciar a partida da outra.
Filha enfrentava câncer desde 2023
Cibele Marchis descobriu os primeiros sinais da doença em dezembro de 2023. Ela foi diagnosticada com um câncer raro na região da válvula suprarrenal e passou por cirurgia e outros tratamentos.
Mesmo diante do diagnóstico, familiares contam que Cibele procurava manter sua rotina. Ela trabalhava com marketing digital, tinha uma empresa na área e também compartilhava momentos de sua vida nas redes sociais.
A jovem passou por períodos delicados durante o tratamento, incluindo complicações relacionadas a procedimentos médicos. No fim de 2025, a família chegou a ser chamada ao hospital diante de uma piora em seu estado de saúde.
Depois de se recuperar, Cibele recebeu alta e decidiu continuar vivendo sua rotina. Segundo familiares, chegou inclusive a viajar para a praia, mesmo convivendo com as consequências dos tratamentos.
Mãe recebeu diagnóstico de câncer agressivo
Enquanto a filha enfrentava a doença, Maria Elisabete também descobriu um câncer.
Inicialmente, ela procurou atendimento médico após suspeitar que estivesse com um problema na vesícula. Os exames, porém, apontaram um câncer agressivo no pâncreas.
O quadro evoluiu rapidamente e Maria passou a apresentar fortes dores, necessitando de internação e medicamentos para controle dos sintomas.
Ela estava internada desde quinta-feira (17), uma semana antes da morte.
Uma não soube da morte da outra
Cibele morreu na tarde de quinta-feira. Naquele momento, Maria estava internada e sedada e não chegou a receber a notícia da morte da filha.
A família começou então a organizar a despedida da jovem.
Durante a madrugada, porém, veio a segunda notícia. Às 1h58 de sexta-feira, os familiares foram informados da morte de Maria Elisabete.
Um dos parentes contou que havia ajudado nos procedimentos relacionados à morte de Cibele e, ao retornar para casa, recebeu a ligação comunicando o falecimento de Maria.
Ele precisou então voltar e comunicar aos demais familiares que, além da filha, a mãe também havia morrido.
Mãe e filha foram veladas juntas
Diante da sequência de acontecimentos, a família decidiu realizar o velório de Maria Elisabete e Cibele juntas.
A despedida aconteceu nesta sexta-feira (25), em Mogi Guaçu. Mãe e filha também foram sepultadas juntas no Cemitério Municipal Santo Antônio.
Familiares e amigos destacaram a proximidade entre as duas e a trajetória de ambas durante os períodos de tratamento.
Cibele era filha única. Com as duas mortes em um intervalo de aproximadamente dez horas, a família passou a enfrentar a perda de mãe e filha praticamente ao mesmo tempo.
O caso causou comoção entre familiares, amigos e pessoas que conheciam Cibele e acompanhavam sua trajetória nas redes sociais.

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