Um terremoto de magnitude 8,7 atingiu a costa leste da Rússia nesta terça-feira (29), segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). O epicentro foi localizado a cerca de 100 km da Península de Kamtchatka, a uma profundidade de 18,2 km, o que aumenta o risco de formação de ondas gigantes. Após o tremor, foram registrados dois abalos secundários de magnitudes 6,3 e 6,9, menos de uma hora depois do evento principal.
A região da Península de Kamtchatka, conhecida por sua atividade vulcânica e pequenas comunidades, foi diretamente afetada. O governador local informou que este é o terremoto mais forte registrado nas últimas décadas. Embora danos materiais tenham sido reportados, não há informações sobre vítimas fatais ou feridos. No entanto, ondas de até 4 metros de altura foram observadas em partes da região e a evacuação das áreas costeiras já foi iniciada. Moradores da cidade de Severo-Kurilsk, com cerca de 2.000 habitantes, estão sendo retirados das zonas de risco.
O evento gerou um alerta de tsunami para várias regiões costeiras ao redor do Oceano Pacífico. O USGS emitiu alertas para o Japão, com previsão de ondas de até 3 metros na costa leste do país. A Agência Meteorológica do Japão colocou todas as áreas costeiras sob alerta máximo, recomendando que a população se afaste das zonas afetadas. Além disso, as autoridades russas emitiram avisos para a costa do Alasca e do Havai, nos Estados Unidos, e também para a costa oeste do Canadá e dos EUA, embora com menor risco.
Terremotos com magnitude acima de 8,0 são considerados extremamente poderosos, com o potencial de causar danos massivos nas áreas próximas ao epicentro, incluindo a destruição de prédios e comunidades inteiras. As autoridades locais seguem monitorando a situação e orientando a população a permanecer fora das áreas costeiras até que o risco de tsunami passe. Equipes de emergência estão sendo mobilizadas para apoiar nas evacuações e fornecer assistência. A reportagem do G1 continua sendo atualizada com novos detalhes.
