A advogada Juliane Vieira, 29, recebeu alta hospitalar nesta terça-feira (20) após passar mais de três meses internada no Centro de Tratamento de Queimados do Hospital Universitário de Londrina, no norte do Paraná.
Juliane estava hospitalizada desde 15 de outubro, quando sofreu queimaduras graves em um incêndio dentro do apartamento onde morava, em Cascavel, no oeste do estado. O fogo atingiu um imóvel no 13º andar de um prédio localizado no cruzamento das ruas Riachuelo e Londrina.
Conforme apurado pelo Portal Juliano Barbosa com informações do Catve, durante a internação, a advogada passou por tratamento intensivo e permaneceu em coma por cerca de dois meses. Ela despertou em dezembro e, desde então, apresentou evolução gradativa no quadro clínico, segundo informações do hospital.
Juliane ficou pendurada em um suporte de ar-condicionado no prédio
De acordo com a equipe médica, Juliane respondeu bem ao tratamento, voltou a se alimentar normalmente, conseguiu caminhar e passou a participar ativamente do processo de reabilitação. A alta foi concedida após avaliação multidisciplinar.
O caso ganhou grande repercussão em Cascavel e em outras regiões do Paraná devido a um ato de coragem da advogada durante o incêndio. Para tentar salvar a mãe e o primo, de apenas quatro anos, Juliane se arriscou ao ficar pendurada em um suporte de ar-condicionado no prédio.
Agora, fora do hospital, ela seguirá a recuperação em casa, com acompanhamento médico contínuo e apoio da família. O episódio comoveu a comunidade local e transformou Juliane em símbolo de resistência e bravura.
