Um professor de 34 anos de um colégio estadual de São Pedro do Paraná, no noroeste do estado, foi afastado das funções após ser apontado como suspeito de praticar assédio sexual, importunação sexual, injúria racial e outros crimes contra alunas. Ao menos 12 adolescentes, com idades entre 12 e 14 anos, relataram terem sido vítimas do educador.
As informações foram divulgadas pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR), que solicitou à Justiça o afastamento cautelar do professor. O pedido ocorreu depois que a 1ª Promotoria de Justiça de Loanda instaurou um inquérito para apurar as denúncias.
Conforme apurado pelo Portal Juliano Barbosa, com informações do g1, a decisão judicial também proíbe o professor de manter contato com as vítimas e com quaisquer crianças e adolescentes durante o período de investigação.
Segundo o MP-PR, a denúncia chegou ao órgão em agosto deste ano. As adolescentes relataram terem recebido toques com conotação sexual, mensagens inadequadas sobre aparência física, além de o professor supostamente ter compartilhado e exibido conteúdos impróprios e pornográficos.
Também há suspeitas de que o educador tenha guardado fotos de alunas, inclusive de biquíni, em seu celular.
Além dos abusos de cunho sexual, a investigação aponta que o professor teria agredido verbalmente algumas estudantes, com gritos, xingamentos e humilhações. As vítimas relataram ainda episódios de racismo, o que ampliou a gravidade do caso.
Antes da atuação do Ministério Público, o professor havia sido alvo de uma sindicância conduzida pelo Núcleo Regional de Educação (NRE) de Loanda, que considerou as denúncias improcedentes por “falta de materialidade”.
Apesar disso, ele foi orientado quanto à sua conduta, mas continuou ministrando aulas no colégio.
O MP-PR, ao receber o resultado da sindicância, decidiu instaurar seu próprio inquérito. Durante as diligências, foi constatado que mães e responsáveis já haviam registrado denúncias contra o professor na rede de proteção de São Pedro do Paraná, reforçando a necessidade de aprofundar a apuração.
A Polícia Civil do Paraná (PC-PR) informou que abriu um procedimento para investigar o caso. A maioria das vítimas foi ouvida por meio de escuta especializada, acompanhada por psicólogos. Ainda não há previsão de quando o professor será ouvido formalmente.
Em nota, o Núcleo Regional de Educação de Loanda confirmou que afastou o professor das funções na última sexta-feira (14), após receber a determinação judicial.
“A medida visa contribuir para as investigações do Ministério Público do Paraná. A direção do colégio esclarece que os alunos, tanto da noite quanto do período integral, não serão prejudicados nesta reta final do ano letivo e, a partir desta segunda-feira (17), terão um professor substituto”, diz o comunicado.
O nome do professor não foi divulgado, e o MP-PR também não informou qual disciplina ele lecionava ou há quanto tempo atuava na instituição.
